Foz Côa, dos Patrimónios Mundiais ao mundo da Arquitetura.

 

Centro de Alto Rendimento do Pocinho vence prémio Arquitetura do Douro.

Adega Alves de Sousa e Espaço Miguel Torga com menções honrosas.
 
O dia 18 de Abril (dia Internacional dos monumentos e sítios) começa a ser um dia emblemático para o Município de Vila Nova de Foz Côa. Desde 2006, por ocasião das comemorações dos 250 anos da Região Demarcada do Douro (RDD), que a estrutura de Missão do Douro (CCDR-N) promove um concurso bienal intitulado, Prémio Arquitetura do Douro. Este prémio visa distinguir e promover boas práticas do exercício da arquitetura realizadas na região após a inscrição do Alto Douro Vinhateiro na lista do Património Mundial da Unesco, a 14 de Dezembro de 2001. O vencedor da primeira edição, em 2006/2007 foi a adega da quinta da Touriga, Foz coa, da Autoria do Arq. António Leitão Barbosa. O Museu do Côa, da autoria dos arquitetos Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, viria a vencer este magnífico prémio na edição 2013/2014.
 
A 18 de Abril de 2016, o CARR do Pocinho, do Arq. Álvaro Fernandes Andrade, vence o Prémio Nacional do Imobiliário 2016, na categoria de Equipamentos coletivos num total de 17 finalistas. Nomeados para a mesma categoria estavam a residência de estudantes Doorm, o Museu Nacional dos Coches e o terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões. Com uma enorme visibilidade a nível nacional e uma gradual aposta na internacionalização, este empreendimento tem recebido rasgados elogios por parte das equipas e dos atletas que utilizam este espaço. Esta obra notável, inaugurada por sua Ex.ª, o Sr. Presidente da República, Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, em 6 de Julho de 2016, destaca-se pela sua plasticidade e pelo seu enquadramento paisagístico. Edifício de linha brancas, que serpenteia os socalcos do rio Douro, satisfaz os novos desafios de acessibilidade, de mobilidade e de sustentabilidade.
 
O Município de Vila Nova de Foz Côa constatou no decorrer de 2016 que, as diversas publicações nacionais e internacionais ( Archdaily, Dezeen e Portal Europaconcorsi) realçavam a preponderância deste projeto e por isso considerou oportuno apresentar uma candidatura nesta edição 2016/2017, edição essa, em que se assinala os 10 anos deste prémio de Arquitetura do Douro.
 
A cerimonia da entrega dos prémios, reservada para o dia 18 de Abril (hoje) foi realizada no centro interpretativo do Mosteiro de S. João de Tarouca, tendo como anfitrião o seu presidente da Câmara, Dr. Valdemar de Carvalho Pereira. De entre as diversas entidades presentes, destacaram-se: o Sr. Ministro da Cultura, Dr. Luís Filipe Castro Caldas, do Presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, Dr. Melchior Moreira, do Presidente da CCDR-N, Dr. Fernando Freire de Sousa, do Vice-presidente da CCDR-N e estrutura de Missão do Douro, Ricardo Magalhães, da Presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitetos, Arq. Cláudia Santos, do Diretor regional da Cultura do Norte, Dr. António da Ponte, o Deputado da Assembleia da Republica, António José Lima Costa, o Presidente do IVDP, Dr. Manuel Cabral, o Diretor regional de agricultura do Norte, Dr. Manuel Cardoso, o Diretor do Espaço Miguel Torga, Dr. João Luís Sequeira e diversos autarcas da região.
 
O Ministro da Cultura na entrega do prémio salientou que a “nossa cultura é cosmopolita e também vive no interior do país”. O vereador João Paulo Sousa, realçou a importância de o Município ter ganho este prémio, referindo que das 5 edições (bienais) promovidas pela estrutura de Missão do Douro (CCDR-N) desde 2006, 3 foram ganhas com projetos intervencionados no concelho de Vila Nova de Foz Côa. “Neste Doiro sublimado de Torga, os durienses vergam-se com a sua titânica resiliência perante o excesso de natureza, todavia percebem que este território dinâmico e protegido precisa urgentemente de intervenções culturais e arquitetónicas únicas”. Segundo o vereador, “não há uma intenção em acoplar ao Museu do Côa e ao CARR do Pocinho uma centralização arquitetónica no Douro Superior, existe apenas uma junção de vontades em quebrar velhos paradigmas, superar velhos conceitos e redimensionar o novo arquétipo de territorialidade: - uma atitude em escala, uma afirmação em unidade é uma definição clara de estratégias coletivas.”
 
Que este prémio atribuído ao CARR do Pocinho contribua, tal como acontecera com o Museu do Côa, para ser mais um grito de liberdade na arquitetura do Douro e um novo amanhecer cultural nos territórios de baixa densidade. A cultura não deve tornar-se numa prática desconfortável é perturbadora de sobrevivência e suplementariedade.
 
 
 
 
 
 

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