Agricultura

 

A agricultura é a base económica da região do Alto Douro. Integrando-se nesta região, com cujas características se identifica, o Município de Vila Nova de Foz Côa tem, no entanto, a singularidade de nela se desenvolverem as culturas mais ricas.

 

Uma outra cultura, de primordial importância, é a amêndoa, que se dá bem em todas as freguesias do Concelho, mercê do microclima de cariz mediterrânico que se desfruta nestas paragens.

 

 

 

Vila Nova de Foz Côa reivindica para si o justo título de "Capital da Amendoeira", por ser o Concelho que em Portugal tem a maior densidade de amendoeiras. Porém, o peso desta cultura na economia local vem sendo cada vez menor, e corre mesmo o risco do seu abandono, porque a amêndoa californiana, produzida em termos industriais e apesar da sua muito inferior qualidade, invade e desestabiliza o mercado europeu,fazendo desanimar os produtores desta região.

 

No que se refere ao vinho, destaquem-se os seus vinhos de pasto ou o generoso. Nos primeiros pontifica o "Barca Velha", entre muitos outros de justa nomeada, de empresas, cooperativas e privados. Quanto ao generoso, o chamado "vinho fino" que em Gaia passa a ter o nome universalmente conhecido de "Vinho do Porto", nasce ele das cepas fozcoenses, todas elas inseridas na mais velha região demarcada do Mundo. Aliás, a produção do vinho generoso neste Concelho ultrapassa normalmente as 22.000 pipas.

 

O azeite, de extraordinária pureza e apreciado sabor, é uma das riquezas agrícolas do Concelho. Normalmente vendido a granel, na sua maior parte pelas Cooperativas de Olivicultores do Município, o azeite fozcoense justificaria uma comercialização mais ousada.

 

Em parte das freguesias do Concelho, outra fonte económica é a horticultura. Estão neste caso Murça e Muxagata, a par de outras, de onde partem para os mercados próximos as apetecidas primícias de cebolo, tomate, pimento e repolho. Para os lados das Mós e do Vesúvio, destaca-se a laranja, que é de excelente qualidade.


Em geral, a batata, o feijão, o milho e a floricultura são culturas generalizadas a todo o Concelho, mas, na maior parte das vezes, dado o predomínio da pequena propriedade, a produção destina-se a consumo próprio.