Indústria

 

O Município vem procurando atrair a instalação de pequenas indústrias, tendo, para tanto, criado uma Zona Industrial, junto à Estrada Nacional nº 222, onde se encontram instaladas algumas actividades na sua maioria do sector da pequena indústria metalo-mecânica.

 

 

 

A principal actividade industrial do Concelho consiste, porém, na exploração de pedreiras de xisto, no lugar do Poio (Foz Côa), considerada única no País. Ali são extraídos esteios de lousa, que se utilizam nas vinhas e, mais recentemente, como material decorativo na construção civil.

Agricultura

 

A agricultura é a base económica da região do Alto Douro. Integrando-se nesta região, com cujas características se identifica, o Município de Vila Nova de Foz Côa tem, no entanto, a singularidade de nela se desenvolverem as culturas mais ricas.

 

Uma outra cultura, de primordial importância, é a amêndoa, que se dá bem em todas as freguesias do Concelho, mercê do microclima de cariz mediterrânico que se desfruta nestas paragens.

 

 

 

Vila Nova de Foz Côa reivindica para si o justo título de "Capital da Amendoeira", por ser o Concelho que em Portugal tem a maior densidade de amendoeiras. Porém, o peso desta cultura na economia local vem sendo cada vez menor, e corre mesmo o risco do seu abandono, porque a amêndoa californiana, produzida em termos industriais e apesar da sua muito inferior qualidade, invade e desestabiliza o mercado europeu,fazendo desanimar os produtores desta região.

 

No que se refere ao vinho, destaquem-se os seus vinhos de pasto ou o generoso. Nos primeiros pontifica o "Barca Velha", entre muitos outros de justa nomeada, de empresas, cooperativas e privados. Quanto ao generoso, o chamado "vinho fino" que em Gaia passa a ter o nome universalmente conhecido de "Vinho do Porto", nasce ele das cepas fozcoenses, todas elas inseridas na mais velha região demarcada do Mundo. Aliás, a produção do vinho generoso neste Concelho ultrapassa normalmente as 22.000 pipas.

 

O azeite, de extraordinária pureza e apreciado sabor, é uma das riquezas agrícolas do Concelho. Normalmente vendido a granel, na sua maior parte pelas Cooperativas de Olivicultores do Município, o azeite fozcoense justificaria uma comercialização mais ousada.

 

Em parte das freguesias do Concelho, outra fonte económica é a horticultura. Estão neste caso Murça e Muxagata, a par de outras, de onde partem para os mercados próximos as apetecidas primícias de cebolo, tomate, pimento e repolho. Para os lados das Mós e do Vesúvio, destaca-se a laranja, que é de excelente qualidade.


Em geral, a batata, o feijão, o milho e a floricultura são culturas generalizadas a todo o Concelho, mas, na maior parte das vezes, dado o predomínio da pequena propriedade, a produção destina-se a consumo próprio.

Artesanato

 

O artesanato, se outrora teve um papel marcante no quotidiano destas gentes hoje encontra-se quase extinto e não restam senão meras recordações da cordoaria, olaria, fiação e tecelagem. Recomenda-se uma visita ao núcleo de Etnografia no Museu da Casa Grande de Freixo de Numão.
   
Latoaria: Subsiste apenas em Freixo de Numão e Foz Côa.
Albardeiros: Têm-se mantido pelo atraso da mecanização agrícola.
Trabalhos de renda: Apesar da ausência de circuitos comerciais, estes lavores continuam a resistir ao tempo e às inovações.

 

Gastronomia

 

A Gastronomia fozcoense é bastante apaladada e rica em pratos variados. Vegetais frescos e frutos saborosos conferem às ementas o sabor natural dos produtos, assim como o seu potencial vitaminico da casca.

 

Comecemos pelo vinho que é o requinte da mesa em dia de festa. Vinho branco ou tinto, encorpado ou forte, como todos os maduros genuínos do Douro (Adegas Cooperativas de Foz Côa, Freixo de Numão, Vale da Teja e outras quintas vinícolas da região).

 

As Adegas Cooperativas do concelho detêm marcas de vinho engarrafado de excelente qualidade, como os das marcas Vale Sagrado, Paleolítico e Escorna Bois. O pão local de agradável sabor, de trigo ou de centeio, com que se bebe um "copo" acompanha bem o queijo, o chouriço ou as azeitonas, produtos regionais de grande qualidade.


O azeite é do melhor e pode acompanhar cozidos suculentos salteados com couves tenras, repolhos e grelos.


O peixe do Rio Douro e seus afluentes, a carne de porco, de cabrito ou de anho e a caça como o coelho, a lebre e a perdiz são pratos muito apreciados.

 

 A fruta é variada no fim do Verão, os pêssegos carnudos, os figos de mel, os melões deliciosos, as laranjas e as uvas. Todavia, são os frutos secos em especial a amêndoa que fornecem a matéria prima para as especialidades culinárias mais requintadas: os doces de amêndoa, as súplicas, as lampreias de ovos e ainda os "coscorões", os folares e as bolas toscas, livradas e picadas.

Geografia

 

Mapa do Concelho

 

 

Mapa do Concelho - Divisão Freguesias

 

 

 

Mapa do relevo do Concelho

 

 

Carta geológica do Concelho